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Possíveis impasses do darwinismo

sophie calleAssim, são mesmo os nossos antepassados que estão na origem das nossas paixões ruins! O diabo, sob a aparência do babuíno, é o nosso avô.”Charles Darwin

Antes de ir mais adiante na nossa reflexão sobre a evolução humana, algumas precisões são necessárias.

Ao escolher apoiarmo-nos em dados científicos como o darwinismo, e ao recolocarmos a nossa evolução na evolução geral do ser vivo, poderíamos correr o risco de materializar em demasia o fenómeno humano.
Arriscamos minimizar os valores espirituais e obter assim uma visão apenas ETOlógica ou BIOlógica, uma representação incapaz de incluir o conceito de amor no sentido superior da palavra, incapaz de oferecer ao homem um sentido à sua presença no mundo.

Se optássemos apenas por um conceito materialista do homem e da evolução humana, sem acompanhar esse conceito por uma VISÃO TRANSCENDENTE e espiritual, teríamos fortes probabilidades de adicionar a nossa teoria à uma corrente que, sem querer, participa há mais de dois séculos na redução progressiva do homem ao simples estado de objecto (o homem-máquina de La Mettrie) com todas as perversões que derivam desse género de estado de espírito.

Uma visão de tal modo “ultra-científica” também dá hoje crédito à ideia de acaso, em detrimento da ideia de destino, e a ideia de acaso conduz mais facilmente ao absurdo.

Essa maneira “fria” de reflectir sobre o futuro humano também nos pode levar a desvalorizar as outras espécies vivas; a negligenciar as suas capacidades afectivaS e sentimentais, a ignorar o sentido profundo da sua presença e então a normalizar atitudes que um mundo espiritualizado consideraria simplesmente como tortura (a escravatura intensiva é o perfeito exemplo de um mundo esvaziado de sentido).

 

Interesse do darwinismo

Assim, são mesmo os nossos antepassados que estão na origem das nossas paixões ruins! O diabo, sob a aparência do babuíno, é o nosso avô. Charles Darwin

Como podemos ver, a TEORIADA evolução das espécies, como todas as teorias, pode desumanizar progressivamente a humanidade, ou, pelo contrário, dar crédito à evolução espiritual da nossa espécie. Nós estamos mais inclinados para a segunda alternativa. Na nossa opinião, essa teoria, revolucionária para a época, é a única que pode oferecer um sentido lógico à humanidade. Também parece ser a única que pode provar a inexorável progressão da nossa espécie para os cumes do espírito, ou seja: “O amor absoluto”, o ÊXTASE.

No meu ponto de vista, e de maneira realmente espantosa, o DARWINISMO vai rlar ser o instrumento ideal para demonstrar toda a pertinência que há em acreditar em “Deus” e assim, toda a pertinência das espiritualidades.

Também é, sem dúvida, a maneira mais segura de confirmar a superioridade do conceito de “determinação” sobre o do “ACASO”.

De facto, o princípio de adaptação, ou seja “a capacidade dos organismos vivos (indivíduos ou espécies) em responder às obrigações relacionadas com as condições e às alterações do seu meio”, assim como a ideia de um certo acaso proposta por Darwin para justificar a transformação das espécies, assim também como o conceito da “necessidade que desenvolve melhor os órgãos” emitida por Lamarck, podem incluir-se plenamente num programa mais vasto (o do principio criador) numa finalidade mais alta e um objectivo superior já entrevisto pelas mais diversas espiritualidades. 

É isso que vamos tentar demonstrar através dos nossos diversos capítulos.

2001

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Aqueles à que chamávamos de brutos obtiveram a sua vingança quando Darwin nos provou que eram nossos primos. G. B. Shaw

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