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Filosofia, ciência e progresso

O progresso e a catástrofe são o avesso e o rsso da mesma medalha Hannah Arendt

Delacroix, peinture, l'orphelineEntre o primata naturalque nós éramos e o homem em que nos tornamos, intercala-se o progresso.

Podemos qualificar a parte da filosofia que se interessa pelo sentido e pela finalidade do destino humano de teleologia.

O nosso site inscr-se nessa longa tradição. Procuramos, nós também, e com os nossos fracos recursos, reflectir sobre a finalidade humana.

Muitos filósofos, na sua grande aventura reflectiva, foram atraídos pelas sirenas teleológicas. De Aristóteles até Kant e Hegel, de Marx até Augusto Comte, a questão do destino humano não deixou nunca de interessar a filosofia.

Mais perto de nós, é a ficção científica que retomou essa fogueira das mãos dos filósofos que tiveram, por um tempo, de tratar do indivíduo, de psicologia, de ciência, de politica, de sociologia, etc…

Se as teorias relativas ao passado podem apoiar-se em fenómenos mais ou menos concretos como foi por exemplo o caso do darwinismo, e passarem assim a ser aprovadas pela ciência, as doutrinas relativas ao nosso futuro não são obviamente aptas a serem autentificadas por cientistas.

Sem prova científica robusta, a nossa explicação tenta apoiar-se o mais possível sobre a lógica para aumentar o seu grau de plausibilidade.

 Obviamente, isso é insuficiente.

Como é que se pode prever cientificamente o destino da humanidade ? Será esse um projecto realizável ?

Nós aqui pensamos que sim, é todavia um ponto de vista subjectivo no meio de tantos…

As ciências, pensamos nós, terão algum dia acumulado conhecimentos e dados históricos suficientes para descobrir a existência de um “eixo evolutivo” determinado. Um eixo partindo das origens da nossa espécie, passando pelo presente e projectando-se num destino do qual será impossível afirmar cientificamente a finalidade.

Se ainda hoje é extremamente difícil quantificar o que chamamos progresso, atribuir-lhe uma seta direccional, as ciências contemporaneas começam a desenvolver sistemas de simulação que permitem antecipar a evolução futura a partir dos dados passados.

Esses meios de simulação, esses cálculos de probabilidades, vão possivelmente estender-se à novas áreas como a história, a sociologia, a psicologia, as neurociências.

Esses procedimentos vão assim tornar-se preciosos para iluminar esse tal “eixo de evolução” cuja existência supomos. 

 

O progresso não para

Além dessa frase banal, a maior parte daqueles que acreditam num progresso determinado (nós acreditamos) consideram que o progresso está efectivamente accionado dentro de um mecanismo irerreursível e determinado.

A configuração evolutiva da humanidade parece mostrar todos os sinais de uma construção empírica orientada, convergindo para uma perfeição já entrevista há muito tempo (pelas religiões monoteístas, como por certos filósofos gregos antigos).

Certos génios como Kant ou Hegel já dedicaram as suas vidas em demonstrar a inexorável evolução da humanidade para a paz, para a realização total do espírito, sem que nenhuma das suas conclusões (apesar de serem certas, a meu ver) fosse admitida como lei definitiva.

Apesar de essa teoria se mostrar certa, a humanidade não a pode aceitar antes do seu tempo.

Se for apresentada demasiado cedo, essa teoria será naturalmente rejeitada (é por isso que o darwinismo levou algum tempo para se impor, e é por isso que o anarquismo ainda está parcialmente marginalizado).

Por outro lado, parece-me que apenas um trabalho em conjunto, reagrupando todas as disciplinas ciêntificas, espirituais e filosóficas, é que será capaz de abrir as portas. Essa tarefa, de facto, precisa da participação de historiadores, de filósofos, de físicos, de biólogos, mas também de teólogos, de sociólogos, de psicólogos, etc.

O desafio é grande, porque se trataria “simplesmente” de “levantar o véu” sobre o sentido da humanidade (pelo menos o seu sentido material) e de descobrir, em parte, o sentido da nossa presença no mundo.

Vamos contentar-nos aqui de retomar o melhor que pudermos um caminho filosófico negligenciado há algum tempo: a filosofia da história

2001

Jankelevitch

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