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O questionamento

Filosofia do Questionamento

auguste rodin penseurPerguntas sobre o ser

“Se a ciência evolui, é frequentemente porque um aspecto ainda desconhecido das coisas se desvenda de repente.” F. Jacob

Quem somos ? ... De onde vimos ? .... Para onde vamos ? ...

Esses são, geralmente, os grandes enigmaS que a humanidade tem de resolver.

Inicialmente MÁGICAS, as respostas que o homem trouxe à essas grandes perguntas foram retomadas pela filosofia e depois pela ciência e não cessam de avançar para a verdade.

Logo no início deste primeiro capítulo, actualizámos “AS TRÊS MAIORES OBRAS” que a humanidade iniciou de forma intuitiva desde que se distinguiu dos outros primatas. Estou a falar do domínio progressivo do comportamento, do meio-ambiente e do questionamento.

Dedicamos as duas primeiras partes deste capítulo ao estudo da actividade elaborada pela nossa espécie para dominar cada vez melhor o seu comportamento e o seu MEIO-AMbienTE.

Agora, vamos nos debruçar sobre a grande PERGUNTA do domínio progressivo do nosso QUESTIONAMENTO.

Obviamente, reflectir não será certamente o privilégio do homem.

Basta observar a atitude do MACACO perante um objecto heteróclita ou o comportamento dos ELEFANTES perante o crânio descarnado de um dos seus semelhantes, para descartar de nós a hipótese segundo a qual o homem possuiria a exclusividade da interrogação e dos QUESTIONAMENTOS existenciais.

Mas somos sem dúvida os únicos que nos interrogamos com tanta insistência. Os únicos a fazer até disso, para algumas pessoas, uma profissão, uma ARTE DE VIVER, uma filosofia. Talvez também os únicos a trazer tantas respostas.

Basta ir a internet e percorrer sites enciclopédicos como o wikipedia para perceber a potência das interrogações humanas e a energia produzida pelo homem para as resolver.

Não existe nenhuma área relativa ao funcionamento do mundo, MATERIAL, animal, VEGETAL e humano, que seja virgem de interrogações, de análise e de respostas.

A sofisticação incrível do nosso questionamento e da sua influência sobre a velocidade do nosso desenvolvimento, isso é que é tipicamente humano.

 

Questão e pulsão

“No abismo sem fundo o meu olhar mergulhou. do átomo ao sol interroguei tudo.” Lamartine

LA resposta é sim, mais qual era a pergunta? Woody AllenA interrogação está então ao centro do desenvolvimento humano. Ela é o nosso IMPERATIVO.

Ser uma pessoa social, consciente e mortal, induz irresistivelmente interrogações metafísicas.

Até poderíamos considerar essa faculdade como um “NOVO instinto” de tanto o ser humano parecer incapaz de evitar os questionamentos e se esforçar por encontrar respostas.

A partir do momento em que a nossa espécie colocou verbalmente perguntas e conseguiu apontá-las e anotar as respostas, entrámos no mundo do CONCEITO e da filosofia. Uma nova etapa na “subida progressiva do espírito para um espírito superior” acabava de ser ultrapassada.

O indivíduo já não reagia apenas aos ESTÍMULOS EXTERIORES, podia colocar entre esses e o seu ACTO um tempo DE REFLEXÃO.

Esse tempo de reflexão é praticamente inexistente em certas espécies primárias como os PEIXES ou os rEPTEIS.

Está realmente a desenvolver-se nos MAMÍFEROS e nos MAMÍFEROS superiorES, e encontra a sua plena realização no homem em que não cessa de aumentar.

Entre a dentada animal e justiça contemporânea, entre a copulação e o tantrismo, entre o confronto violento de duas comunidades e a diplomacia, interpõem-se milénios de reflexão.

Com certeza, ainda não atingimos a nossa perfeição.

Muito frequentemente, as nossas pulsões ultrapassam esse tempo de reflexão e a má fé, para preservar ou aumentar os seus privilégios, recusa o questionamento ou propõe respostas erradas.

Apesar de ainda não sermos “perfeitos”, dispomos hoje de todo o material necessário para colocar a arte da pergunta ao serviço da Verdade.

 

Questão e serenidade

“A aparência requer arte e fineza; a verdade, calma e simplicidade .” Kant

ad reinhartLO QUESTIONAMENTO serve então, numa primeira etapa, para nos adaptarmos cada vez melhor ao nosso meio-ambiente, para construirmos a humanidade material, e para domesticar as reacções humanas.

Mas a sua finalidade vai bem mais além das suas contingências técnicas e até além do interesse filosófico. Prolonga-se em direcção aos lados mágicos da espiritualidade.

De facto, a potência do nosso questionamento aumenta incessantemente o número das nossas respostas e a PROFUNDEZA e a CLAREZA delas.

Essa clareza e essa profundeza conforta cada vez mais o homem, e isso transforma progressivamente a sua RELAÇÃO COM A VIDA.

Certas perguntas sem resposta aterrorizavam os homens das CAVERNAS. Essas interrogações já não assustavam os GRegoS, que as tinham resolvido a sua maneira, e muito MISTÉRIOS que os Gregos temiam foram adivinhados ao longo da história e já não assustam muitas pessoas hoje em dia.

O objectivo profundo do questionamento é então mais espiritual do que aquilo que parece. As respostas que lhe trazemos fazem subir na humanidade a taxa de serenidade, de tranquilidade, de filosofia, de sossego, condições imperativas para aceder a felicidade a qual todo o homem, como nos diz a filosofia, aspira (mesmo que os mecanismos da evolução devam inventar em permanência novas preocupações, novos stresses e novos questionamentos, para provocar, de certa maneira, a nossa progressão).

O questionamento é então, antes de tudo, um gerador de sossego, de serenidade e de tranquilidade.

2001

medos

claude levi strauss

A ciência, por si só, é incapaz de responder a todas as perguntas e, apesar do seu desenvolvimento, nunca o será. Claude Lévi-Strauss

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