Assim, são mesmo os nossos antepassados que estão na origem das nossas paixões ruins! O diabo, sob a aparência do babuíno, é o nosso avô.”Charles Darwin
Antes de ir mais adiante na nossa reflexão sobre a evolução humana, algumas precisões são necessárias.
Ao escolher apoiarmo-nos em dados científicos como o darwinismo, e ao recolocarmos a nossa evolução na evolução geral do ser vivo, poderíamos correr o risco de materializar em demasia o fenómeno humano.
Arriscamos minimizar os valores espirituais e obter assim uma visão apenas ETOlógica ou BIOlógica, uma representação incapaz de incluir o conceito de amor no sentido superior da palavra, incapaz de oferecer ao homem um sentido à sua presença no mundo.
Se optássemos apenas por um conceito materialista do homem e da evolução humana, sem acompanhar esse conceito por uma VISÃO TRANSCENDENTE e espiritual, teríamos fortes probabilidades de adicionar a nossa teoria à uma corrente que, sem querer, participa há mais de dois séculos na redução progressiva do homem ao simples estado de objecto (o homem-máquina de La Mettrie) com todas as perversões que derivam desse género de estado de espírito.
Uma visão de tal modo “ultra-científica” também dá hoje crédito à ideia de acaso, em detrimento da ideia de destino, e a ideia de acaso conduz mais facilmente ao absurdo.
Essa maneira “fria” de reflectir sobre o futuro humano também nos pode levar a desvalorizar as outras espécies vivas; a negligenciar as suas capacidades afectivaS e sentimentais, a ignorar o sentido profundo da sua presença e então a normalizar atitudes que um mundo espiritualizado consideraria simplesmente como tortura (a escravatura intensiva é o perfeito exemplo de um mundo esvaziado de sentido).
Assim, são mesmo os nossos antepassados que estão na origem das nossas paixões ruins! O diabo, sob a aparência do babuíno, é o nosso avô. Charles Darwin
Como podemos ver, a TEORIADA evolução das espécies, como todas as teorias, pode desumanizar progressivamente a humanidade, ou, pelo contrário, dar crédito à evolução espiritual da nossa espécie. Nós estamos mais inclinados para a segunda alternativa. Na nossa opinião, essa teoria, revolucionária para a época, é a única que pode oferecer um sentido lógico à humanidade. Também parece ser a única que pode provar a inexorável progressão da nossa espécie para os cumes do espírito, ou seja: “O amor absoluto”, o ÊXTASE.
No meu ponto de vista, e de maneira realmente espantosa, o DARWINISMO vai rlar ser o instrumento ideal para demonstrar toda a pertinência que há em acreditar em “Deus” e assim, toda a pertinência das espiritualidades.
Também é, sem dúvida, a maneira mais segura de confirmar a superioridade do conceito de “determinação” sobre o do “ACASO”.
De facto, o princípio de adaptação, ou seja “a capacidade dos organismos vivos (indivíduos ou espécies) em responder às obrigações relacionadas com as condições e às alterações do seu meio”, assim como a ideia de um certo acaso proposta por Darwin para justificar a transformação das espécies, assim também como o conceito da “necessidade que desenvolve melhor os órgãos” emitida por Lamarck, podem incluir-se plenamente num programa mais vasto (o do principio criador) numa finalidade mais alta e um objectivo superior já entrevisto pelas mais diversas espiritualidades.
É isso que vamos tentar demonstrar através dos nossos diversos capítulos.
2001
progresso
Ce n'est pas une utopie. C'est une trajectoire déjà visible, inscrite dans l'histoire depuis le premier primate. Lentement. Imparfaitement. Mais dans une direction.
☀️ Découvrir le fondement