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Punição - Humanizando prisão e punição
Mécanique Universelle — versão portuguesa

A prisão deve ajudar o infrator

Humanizar o castigo

fauvismeUm longo trabalho de reflexão.

Sem Cro-Magnon nenhum homem moderno e sem delinqüente nenhuma evolução da justiça.

Essa realidade deve nos forçar a refletir seriamente sobre nosso comportamento em relação àqueles que chamamos de criminosos, humanos que infringem a lei ou a moral. Ela também recomenda que refletamos sobre as causas da atual inflação da inadimplência (desde a chegada da onipotência liberal no final dos anos 80, estamos em um período de explosão de transgressão).

Vários fatores estão por trás do crime. Os valores emitidos pela sociedade, a exemplaridade das elites, as solicitações inacessíveis propostas, deficiências educacionais, injustiça social, desigualdades, são alguns deles.

Uma verdadeira reflexão

A visão do ofensor e o tratamento da delinquência devem evoluir na sociedade. Para isso, precisamos primeiro entender as reais contribuições do transgressor para a evolução humana. Uma vez que essas contribuições sejam bem entendidas, podemos começar um trabalho real de humanização da justiça, punição e locais de confinamento. O progresso nas condições de detenção deve ser pelo menos igual ao progresso na vida cotidiana.

O progresso é visível

No entanto, é encorajador observar a boa direção tomada pela humanidade nessa direção. O passado judicial tinha uma consciência baixa e poderosos instintos perversos.

Essa mistura explosiva levou nossos ancestrais a infligir punições injustas e violentas. Tortura, banimento, assassinatos formaram a vida cotidiana do homem. Essas crueldades alimentaram o implacável desejo de subjugar o outro a seus desejos.

Hoje (a evolução do espírito ajudando), a espécie humana alcançou condenações mais humanas. Eles agora incluem o conceito de circunstâncias atenuantes. O homem também começa a pensar nas causas da transgressão.

Sem punição dupla

philosophieSe a punição também não é um direito e uma honra concedida ao transgressor, não quero que a sua punição, diz o Zaratustra do filosofo Nietzsche.

Esse aforismo de Nietzsche é de profundidade extraordinária. Isso nos mostra a importância de ser justo com o transgressor. O culpado não precisa suportar, além de sua punição, o peso da culpa religiosa. A pessoa condenada não precisa sofrer, além do confinamento, a vingança popular.

"Quem nunca deixou de jogar a primeira pedra para ele", clamou Cristo aos fariseus. Um bilhão de cristãos tem o dever de seguir essas recomendações dadas por Cristo. Este bilhão de seres humanos deve, portanto, já se abster de julgar demais qualquer ser humano que acaba de ser condenado.

2001

 

Evidência da necessidade do infrator

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L'humanité va vers l'éveil

Ce n'est pas une utopie. C'est une trajectoire déjà visible, inscrite dans l'histoire depuis le premier primate. Lentement. Imparfaitement. Mais dans une direction.

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