L'humanité évolue vers l'éveil 🌱
☀️
🐦🐦🐦
Mécanique Universelle
L'humanité évolue vers l'éveil
La Mécanique Universelle
de l'atome à l'extase
🏠 Accueil Consciencia Cruaute Origine
A crueldade, as suas origens e o seu tratamento
Mécanique Universelle — versão portuguesa

Da origem da crueldade

Uma filosofia da violência

adam et eve' au paradisDa consciência moral,

«A consciência é sempre implicitamente moral ; e a imoralidade consiste sempre em não querer pensar que se pensa, e em adiar o julgamento interior. Chamam-se bem inconscientes aqueles que não se colocam nenhuma questão de si mesmos a si mesmos.» Alain. As Artes e os Deuses.

Tudo correria bem no melhor dos mundos se não fosse a presença da crueldade. Esta faculdade tipicamente humana perturba a imagem do nosso caminho. Enriquece a dimensão do niilismo e do absurdo e ensombra a evolução positiva da nossa espécie.

Às origens da crueldade humana

As origens da crueldade humana situam-se verossimilmente na natureza. O seu motor decorre de certos comportamentos primates naturais (que ignoram, na maior parte das vezes, este comportamento tipicamente humano). O mecanismo poderia vir de um instinto agressivo aliado a uma ausência de empatia... Uma sobrecarga narcísica, em suma.

O instinto e o défice de empatia.

Mas há uma grande diferença entre a crueldade «natural» e a crueldade cultural.

O instinto condena a natureza a uma certa violência. Para o homem já não é o caso. A cultura tem os meios para erradicar os reflexos antissociais. Pode compensar as injustiças naturais e fornecer um quadro justo e pacífico à humanidade. Aliás, a nossa filosofia afirma-o : a espécie humana conseguirá dominar a totalidade dos seus instintos agressivos. É apenas uma questão de tempo.

Crueldade e inteligência

A interrogação será portanto saber porque é que a nossa espécie não consegue suprimir esta bestialidade. Porque é que, pelo contrário, ao emergir, o espírito parece desenvolver estas atitudes perversas ? Porque é que a espécie humana supera todas as outras na expressão da sua perversidade ? E finalmente porque é que, quando os dominantes impõem as suas ideologias (aristocracias, oligarquias, ditaduras, democracias pervertidas — ultraliberalismo), a crueldade está no seu auge ?

Ao responder a estas questões, compreenderemos então o interesse de evoluir (universalmente) para uma verdadeira governação democrática na qual os dominantes trabalham efetivamente para fazer prosperar as condições do povo soberano antes das dos dominantes*.

* O que permitiria reduzir progressivamente os fossos entre ricos e pobres em vez de os acentuar, como nas ditaduras e oligarquias.

Às origens da violência

A agressividade

crocodilePsicose, neurose, narcisismo.

A essência da ideia de justo é oferecer uma saída ao sadismo revestindo a crueldade com a máscara da justiça. Bertrand Russell

A agressividade faz parte do mundo natural e tiramos as nossas origens deste mundo. Na natureza, a ferocidade destina-se a satisfazer necessidades vitais. Comer, reproduzir-se ou defender-se. A violência é igualmente utilizada para estabelecer hierarquias. Para adquirir ou preservar poder.

No mundo natural, a agressividade é regida por instintos. É igualmente limitada por eles.

A violência humana

Esta expressão primária da violência existe igualmente no homem. Entre nós também, as hierarquias estabelecem-se muitas vezes através da violência.

  • Violência física quando se exprime num contexto primário (máfias, gangs, períodos de guerra e de caos).
  • Violência «intelectualizada» (abuso de poder, exploração, manipulação, etc.) no mundo socializado.

E a contorção

Progressivamente, a sociedade humana reprime a brutalidade física. Ao agir assim, obriga o homem a aprender a dominar a sua agressividade. Mas esta frustração é uma coisa difícil de suportar pelo indivíduo. Ele precisa de encontrar um meio de a exprimir, de a transcender ou de a disfarçar.

Três situações se apresentam geralmente :

1/ A passagem ao ato. A pulsão é mais forte do que a ameaça da lei. É a delinquência. Na maioria das vezes conduz a uma sanção por parte da sociedade humana.

2/ A frustração. A consciência moral ou o medo do gendarme são mais fortes do que a pulsão. O homem consegue então dominar a sua violência. Transforma a sua agressividade (em ação construtora) ou volta-a contra si mesmo. É o princípio da neurose. A maioria humana está neste caso. Trata-se da norma.

3/ A perversão. A agressividade, a violência, o desejo de dominação são poderosos mas o receio do gendarme é mais forte. O indivíduo vai então procurar exprimir as suas tendências permanecendo dentro dos limites da lei. Procurará contornar os interditos ou encontrar meios legais de os exprimir. Utilizará a «manipulação», a «perversidade», a «crueldade mental», o «abuso de poder», a «degradação da imagem do outro». Frustração e perversão estão perfeitamente bem representadas no filme de Alain Resnais «O Meu Tio da América».

Da bestialidade à perversidade

Da crueldade à perversão

massacre de la Saint BarthelemyEvolução da violência

Pratico a auto-derrisão. A derrisão só tem interesse se a aplicamos a nós próprios. Senão, é crueldade. G. Collomb

Como a crueldade física, a crueldade mental pode aniquilar o outro. A perversão, as torturas psicológicas substituem pouco a pouco as torturas tradicionais. As grandes potências atuais mostram este tipo de evolução. Evidentemente não há motivo para se orgulhar de se ter tornado a espécie mais «perversa» do vivente.

Uma evolução lenta

Comparando a violência em curso na época dos Gregos com a violência do mundo atual, compreendemos o seu abrandamento. Comparando a crueldade das sociedades medievais e a crueldade das democracias contemporâneas, percebemos igualmente a sua diminuição.

Da violência física à perversão,
e da perversão ao fim da violência.

A perversidade e a manipulação decorrem da bestialidade antiga. É uma passagem obrigatória na dissolução progressiva da violência no seio da nossa espécie. É o último território onde os nossos instintos negativos podem florescer antes da sua extinção definitiva (é em todo o caso o ponto de vista da nossa filosofia). Eis porque a sociedade atual suporta melhor a crueldade do liberalismo do que a crueldade da tortura. Evidentemente devemos opor-nos a todas as formas de crueldade que existam.

O intolerável como energia de combate

Hoje, a tortura mental é menos severamente punida do que a tortura física. Mas para os nossos descendentes futuros este tipo de crueldade será tão difícil de suportar quanto a tortura física o é para nós. Progressivamente a humanidade reduz a amplitude da violência física em benefício da violência «socializada». Por este longo trabalho de compressão, a humanidade conseguiu transformar um primate natural num homem «civilizado». Basta então projetar-se no futuro para pré-visualizar uma conclusão evidente. Um dia, os «humanos realizados» viverão numa humanidade liberta de toda a perversão e de toda a violência.

Pequeno excerto sobre a crueldade antiga, por Tácito

Nem os meios humanos, nem as larguezas do príncipe, nem as cerimónias religiosas expiatórias dissipavam o rumor de que o incêndio era de origem criminosa. Assim, para dissipar estes rumores, Nero encontrou culpados indicados que submeteu a torturas exemplares, pois os seus crimes tornavam-nos odiosos. O povo chamava-lhes cristãos. Este nome vinha-lhes de Cristo, supliciado sob o imperador Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. A sua funesta superstição tinha sido reprimida imediatamente mas ressurgia, não só na Judeia, foco desta peste, mas em Roma, onde se instalam e desenvolvem todas as ideias detestáveis e chocantes vindas de todo o lado. Numa primeira fase, prenderam-se os que confessavam. Na sequência das suas denúncias, uma multidão incontável foi acusada, não tanto de ter ateado o incêndio, mas de ter ódio à humanidade. A sua morte era encenada : alguns, cobertos de peles de animais, eram dilacerados pelos cães ; muitos eram crucificados ou queimados ; faziam-se arder outros como tochas para iluminar o crepúsculo. Nero tinha reservado os seus jardins para o espetáculo e aí organizava jogos de circo. Vestido de cocheiro, misturava-se à multidão ou subia a um carro. Vendo isso, apesar da sua culpabilidade que valia aos cristãos castigos exemplares, as pessoas sentiam compaixão : pensavam que os cristãos não eram executados no interesse público mas que saciavam a crueldade de uma única pessoa.

TÁCITO, Anais, XV, 44, partim.



violência



Jean-Jaurès, photo noir et blanc

A crueldade é um gesto de servidão : pois atesta que a barbárie do regime opressor ainda está presente em nós. Jean Jaurès

Cette page vous a touché ? ✉️ Réagir à cette page
Partager
Facebook Twitter WhatsApp
⭐ ✨ 🌟 ✨ ⭐
🌅 🤝 🌱 💛 🕊️ 🌍

L'humanité va vers l'éveil

Ce n'est pas une utopie. C'est une trajectoire déjà visible, inscrite dans l'histoire depuis le premier primate. Lentement. Imparfaitement. Mais dans une direction.

☀️ Découvrir le fondement
Rencontres Philosophiques et Spirituelles de Montfaucon en Velay — juillet-août 2026