
1835
29 de julho. Quando da estalagem se passa a Ponte Negra (assim chamada porque a peste não a teria atravessado outrora) e se vai pelos campos nus que acompanham as praias, ao fim de um quarto de légua para norte chega-se ao ponto dominante, ao Gilbjerg. Este canto tem sido sempre um dos meus preferidos. E quando me encontrava lá numa noite tranquila, quando o mar com profunda e calma gravidade entoava o seu canto; quando o olhar não cruzava uma única vela sobre a imensa superfície, e o mar só tinha por fronteira o céu, e o céu só o mar; quando para terra a atividade agitada da vida se extinguia, e os pássaros cantavam a sua prece da tarde — foi então que surgiram para mim da sua campa os poucos mortos que amo, ou, para melhor dizer, não me pareciam mortos. Sentia-me tão bem entre eles, um verdadeiro repouso nos seus braços, e o sentimento de ter abandonado o meu corpo e, num éter superior, de planar com eles… Então o grito rouco da gaivota me fazia lembrar o meu isolamento e, tudo desaparecido aos meus olhos, o coração pesado de melancolia, voltava a misturar-me com a agitação do mundo sem esquecer todavia esses momentos felizes.
Ce n'est pas une utopie. C'est une trajectoire déjà visible, inscrite dans l'histoire depuis le premier primate. Lentement. Imparfaitement. Mais dans une direction.
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