Compreender o nosso objetivoUm homem livre não pensa em nenhuma coisa menos do que na morte, e a sua sabedoria é uma meditação não da morte mas da vida. Spinoza
Segundo a teoria da mecaniqueuniverselle, a humanidade conseguirá um dia libertar-se definitivamente da morte. Aniquilará a angústia que é a sua força viva e apoiar-se-á para o fazer na experiência do êxtase. Tal é a tese que aqui defendemos.
Esta libertação universal não é para já. O peso do ego é ainda demasiado importante no espírito humano para autorizar o êxtase a ser vivido facilmente. E é o êxtase que é capaz de realizar esta proeza. São os estados de beatitude, de nirvana, de fanâ, etc., que podem vencer o medo da morte (portanto a morte ela própria), mergulhando-nos no imediato.
Antes de chegar a este desenlace, a humanidade terá de descobrir segundo nós a razão da nossa presença no mundo. Terá de compreender porque é que o homem apareceu na terra e o que deve aí realizar. É todo o sentido do nosso trabalho e uma grande parte desta iluminação está já inscrita segundo nós na lógica da nossa evolução.
Para a mecaniqueuniverselle com efeito, a humanidade evolui para uma finalidade bem precisa. Até agora os homens aí trabalharam de forma intuitiva e inconsciente. Mas um dia, o conjunto humano tomará consciência deste itinerário.
O homem compreenderá então toda a importância da sua existência. Apreenderá o sentido das suas ações. Compreenderá que os seus atos trabalham para uma obra mais alta e mais vasta, de que fala o filósofo Friedrich Hegel e que construímos inconscientemente.
Se o homem realizasse o objetivo real das suas ações, realizá-las-ia o melhor possível. Deixaria então este mundo e esta incrível existência com o sentimento de se ter plenamente realizado, sem remorsos nem arrependimentos.
A que se poderia assemelhar uma humanidade consciente do seu objetivo?
Teria sem dúvida tornado serena e pacífica. Clarividente e intencional, educaria os seus filhos na harmonia, na alegria, na empatia e no respeito absoluto pelo outro. Nesta humanidade, cada potencial humano encontraria naturalmente e sem constrangimento o seu lugar. Cada criança aí desabrocharia as suas competências particulares, oferecendo assim a sua energia e as suas qualidades à construção do mundo. Tornando-se velho, transmitiria sem dificuldade todo o seu saber.
Este saber transmitido, avançaria serenamente para a sabedoria e caminharia ao ritmo da vida para o despojamento, o desapego e finalmente o êxtase (em vez de para o viagra, a cirurgia estética e o casino).
Esta humanidade não temeria mais a morte e não a faria mais temer aos seus filhos. Desde a mais tenra idade, o indivíduo assimilaria a ideia de que o instante da finitude encontra a beatitude, o êxtase. Ensinar-se-lhe-ia que neste estado de êxtase a própria ideia da morte desaparece. Teríamos assim uma humanidade tendo resolvido o seu problema primeiro. Uma humanidade tendo transcendido o seu medo da morte.
ano 2000 — o nirvana, o êxtase, a beatitude
Ce n'est pas une utopie. C'est une trajectoire déjà visible, inscrite dans l'histoire depuis le premier primate. Lentement. Imparfaitement. Mais dans une direction.
☀️ Découvrir le fondement